Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgados na última segunda-feira, indicam estoques mais apertados para o milho e um cenário mais confortável para a soja. No Brasil, os efeitos desse cenário dependem de fatores domésticos.
Milho: alta de preços e fatores influentes
A cotação do milho apresentou uma alta expressiva, confirmada pelo relatório do USDA. Ieda Monteiro, analista da Beyonde Agro, destacou que diversos fatores têm impulsionado essa alta:
- Estoques mais apertados nos Estados Unidos.
- Demanda forte pelo milho no mercado americano.
- Resultados do crop tour Proarmer, que apontou produtividade menor para o milho em comparação ao ano anterior.
- Impactos dos conflitos entre Rússia e Ucrânia, que afetam o mercado de trigo e milho.
Soja: cenário positivo apesar da demanda aquecida
Em contraste, a soja apresenta uma situação mais favorável. Ieda Monteiro observou que:
- A soja não sofreu tanto quanto o milho, com alguns estados, como Minnesota, apresentando produtividade positiva.
- A demanda da China, principal comprador de soja, permanece ativa, apesar de um aumento nos preços.
- Os conflitos no Oriente Médio e na Europa também impactam o mercado de commodities, mas a soja se mantém relativamente estável.
Tendências e recomendações para produtores
Com a alta nos preços, Ieda Monteiro aconselha os produtores a:
- Aproveitar as janelas de alta para comercialização.
- Realizar vendas de resquícios da safra atual e da safrinha.
- Fazer médias de preços ao invés de esperar o momento ideal, que pode já ter passado.
Essas estratégias visam garantir melhores resultados financeiros em um cenário de incertezas no mercado agropecuário.
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